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Manjericão, hortelã, alecrim e orégano. Tomara que eles gostem daqui.

Sei que muita gente reclama, talvez até com razão, que assim o país não vai pra frente, mas eu adoro um feriado. Um dia sem precisar acordar às 5h50, ficar à toa, ter a alegria de um dia normal sem compromisso nenhum. Só o de descansar. Deixar que a vida nos surpreenda com o acaso.

No meio do segundo semestre, a escola dos meninos nos dá o prazer de uma semana inteira de folga. Pra mim é a felicidade. Adoraria viajar, mas dessa vez ficamos. Em vez de sair, recebemos.

Amigas de fora vieram ver o Rio e, de quebra, se encontrar com a gente. Revimos nossos filhos, mais crescidos, e até amigos próximos afastados pelo dia a dia. Fizemos juntos visitas a pontos turísticos. No intervalo, consegui realizar desejos antigos, como o ter uma horta em casa, um apartamento sem muito sol direto.

Não tive a paciência que queria para plantar as sementes com os meninos, esperar que elas germinassem, crescessem para depois plantar. Já comprei os vasinhos prontos. Medi a área, encomendei umas ripinhas de madeira para proteger a janela, prendi com pregos e uma cola forte. Replantei uns vasos que estavam esquecidos, trouxe umas mudas de pau d`água que Paulo Rubens cortou em Teresópolis e pronto. Minhas sala ganhou vida, aconchego e alegria. Espero que as plantas também gostem da casa nova.

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Mudas de pau d’água

Engordei um pouco. Vinho, cerveja, macarrão, pão, doce, alegria elevada a terceira potência. Os meninos se desacostumaram com o horário de dormir, viram mais TV e eletrônicos que o normal. Nada que o susto do começo do horário de verão, da volta às aulas com anúncio de prova de matemática e de uma dieta firme não corrijam.

Mas das surpresas que o acaso nos trouxe, a maior foi quanto à capacidade da internet de unir gerações. Conversava com uma dessas queridas amigas visitantes, quando ela me perguntou do blog e contou aos filhos, de 9 e 11 anos, que estavam ao lado, que eu ia abrir um canal no Youtube. Começamos ali uma conversa que só terminou na hora de ir embora.

O mais novo, já tem um canal, o Canal do Tédio, que ele faz com outros amigos em Brasília. Um dos vídeos ensina 12 cantadas. Engraçado demais. Já é famoso na escola e a mãe dele agora é a “mãe do Tédio”, a avó é a “avó do Tédio” e assim vai. Uma menina até ficou com vergonha de conhecê-lo. Ele adorou meu kit de youtuber e o microfone virou seu novo sonho de consumo.

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Eu e meu amigo e editor Lucas, do Canal do Tédio: gerações unidas pelo Youtube

O fato é que eles mesmos gravam e editam seus vídeos e o conhecimento que eles têm das técnicas de gravação, pra dizer o mínimo, estão tão longe do meu alcance quanto a distância dos anos que nos separam. Eu e o Tédio nascemos no mesmo dia 9 de março, com 35 anos de diferença, mas ali conversávamos como iguais. No fim, em menos de 15 minutos, ele fez uma vinhetinha de abertura (acho que eles chamam de “intro”) para o meu recém criado canal, que ficou a coisa mais fofa do mundo! Minha prima sugeriu a música, eu tinha um vídeo que eu mesma gravei em uma visita ao último andar de um hotel em Copa e o resultado é esse. Vejam se não ficou demais! Queridos, super obrigada pelo presente, pela visita e pela amizade. Valeu demais!

(Tenho feito testes para o Youtube, dei até uma entrevista para o Tédio, e vocês não imaginam os micos que ando pagando em família. O pessoal anda desmaiando de rir com os meus apertos para dar tudo certo. Vai dar, no final vai dar, mas minha irmã acha que vai preferir os que dão errado… rs)

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